Inseminação Artificial em Equinos

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Considerada, por alguns autores, a mais importante técnica já desenvolvida para o melhoramento genético dos animais, a Inseminação Artificial permite um grande número de progênies por macho em um único salto. Sobre a primeira tentativa dessa experiência, não há registros documentados, entretanto, sabe-se que a Inseminação Artificial teve as primeiras tentativas em equinos.

Há grandes vantagens na inseminação artificial:

- Larga expansão de reprodutores superiores, de grande valor genético;

-Melhora da acurácia da seleção e facilitando o teste de progênie;

-O rebanho nacional ganha em melhoramento e desempenho da potencialidade;

-Podem-se modificar características de produção, por meio dos cruzamentos, a partir da IA.

-Novos processos genéticos são introduzidos pela IA.

-Pode-se utilizar o sêmen congelado de reprodutores já mortos, preservando boas linhagens;

- Permite o uso de sêmen de reprodutores incapacitados;

-Transmissão e propagação de doenças sexualmente transmissíveis podem ser evitadas;

-Favorece os meios úteis de pesquisas dos muitos aspectos da fisiologia reprodutiva de machos e fêmeas.

Poucas são as desvantagens dessa técnica, quando feita de forma adequada. Contar com pessoal treinado, dispor de boas condições de higiene, atenção especial ao manuseio das fêmeas, na detecção correta do cio, são atitudes fundamentais para o sucesso dessa técnica.

A inseminação artificial equina permite obter várias doses de sêmen de um garanhão, a partir de um só ejaculado, de forma a poder beneficiar um número maior de éguas, ao mesmo tempo. As éguas em estro recebem a dose depositada no interior do útero.

- Atualmente, as técnicas de inseminação artificial permitem obter resultados idênticos ao da monta natural. Algumas formas utilizadas nesse procedimento:

- A inseminação artificial com sêmen fresco – utiliza sêmen fresco, com o intervalo mínimo entre a coleta e a inseminação, inferior a 30 minutos,

- A inseminação artificial com sêmen Fresco Refrigerado – utiliza sêmen fresco, refrigerado a 4ºc e que permite um intervalo coleta-inseminação de 12h a 24h e;

- A inseminação artificial com sêmen congelado – utiliza sêmen congelado a uma temperatura de –196ºC e permite a sua conservação por tempo indeterminado.

Nem todas essas formas se aplicam a todos os garanhões, pois a qualidade do sêmen de alguns pode excluí-los da seleção, e, consequentemente, não ser utilizados para a inseminação artificial.

A proteção sanitária é bem maior porque o contato entre os animais é limitado, evitando-se, assim, o seu deslocamento. O controle sanitário é essencial e específico para os garanhões e éguas.

As coletas de sêmen são efetuadas, no máximo, três vezes por semana, tempo suficiente para a recuperação da produção de espermatozoides.

Algumas dificuldades são registradas na inseminação artificial, em relação à variabilidade individual (características individuais dos garanhões) e, também, quanto aos métodos de conservação de sêmen.

Aumenta o risco de consanguinidade, pela inseminação artificial, caso o número de potros produzidos seja maior do que o dos outros, por monta natural.

Testes rigorosos são aplicados aos garanhões para que sejam admitidos à técnica de inseminação artificial, com limitado número de cobrição.

 A utilização dessa técnica requer cuidados e conhecimentos específicos, por uma equipe de inseminadores de centros de reprodução autorizados.

A técnica de inseminação artificial é possível e permitida pela maioria dos criadores de raças no Brasil, desde que os garanhões já tenham se reproduzido por meio de monta natural.

Fonte: Cavalo do sul de minas.com

Adaptação: Escola do Cavalo

 

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