Aumente seu conhecimento no mundo equestre
Junte-se a milhares de apaixonados por cavalos. Receba gratuitamente nossas dicas para o seu sucesso.


Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Os problemas de claudicação são sérios fatores que prejudicam cavalos de competição

 A Claudicação é definida em muitos livros como uma alteração do movimento normal do cavalo, podendo ter três origens distintas: Claudicação de origem mecânica, Claudicação de origem neurológica e Claudicação de origem dolorosa. Esses três tipos de claudicação podem aparecer associados uns aos outros, mas em termos práticos o mais normal é a consulta para investigar uma claudicação de origem dolorosa.

Os problemas de claudicação em equinos constituem 50 a 80% dos casos que justificam a intervenção do médico veterinário e são um dos principais fatores que contribuem para uma má carreira desportiva e final da vida atlética do cavalo.

A dor da Claudicação pode ter graus muito variados. Assim num extremo, por exemplo, há o cavalo com uma fratura completa dum osso que não apoia o membro no chão, "andando" literalmente em três pernas, que até mesmo um leigo identifica; e noutro extremo uma dor muito ligeira, por exemplo, numa articulação que perturba o cavalo quando da batida para um salto e faz com que ele toque nas varas ou se recuse a saltar, mas quando ele é observado não é possível identificar qualquer anomalia.

 No meio da escala existem os vários graus de claudicação que podem ser mais ou menos óbvios, dependendo da acuidade e experiência do observador.

Uma vez convencidos que o animal claudica, o primeiro passo é identificar qual o membro, ou membros, afetados. Para isso bastar observar o cavalo andando a passo numa linha reta e numa superfície plana, prestando particular atenção à simetria do movimento, comprimento da passada, aprumos e modo como o cavalo apoia o casco no solo. Em seguida, deve-se, do mesmo modo, observar o cavalo a trote. Para complementar o exame, principalmente no caso de claudicações ligeiras, pode-se ainda observar o cavalo à guia trotando para ambas as mãos, de preferência em superfície dura.

Depois de identificado o membro em que o cavalo claudica é fundamental localizar nesse membro o foco doloroso. Um exame detalhado feito pelo médico veterinário pode às vezes identificar ou levar a suspeitar onde se encontra o problema. Contudo, há situações em que não se identificam quaisquer anomalias na anatomia do membro em questão e, no entanto, o cavalo claudica. Se a dor não for suficiente para o cavalo reagir quando se pressiona ou manipula o foco doloroso, pode ser difícil dizer com certeza onde se localiza o problema.

Para confirmar a suspeita de um problema, ou para identificar um foco doloroso quando o exame clínico é inconclusivo, o médico veterinário pode utilizar técnicas de diagnóstico como a infiltração de anestésico local ou anestesia intra-articular. Esses testes dessensibilizam seletivamente determinadas regiões no membro, permitindo confirmar ou eliminar a presença de dor. Assim, comparando o grau de claudicação antes e depois da realização do teste, é possível identificar uma melhoria no grau de claudicação, caso o foco doloroso tenha sido dessensibilizado; assim, pode-se assumir que a dor se localiza nessa região. Caso contrário, o grau de claudicação manter-se-á igual, por isso é necessário repetir o teste dessensibilizando-se outra região, obviamente; e assim sucessivamente.

Uma vez localizado o foco doloroso numa região concreta do membro, o médico veterinário vai então explorar meticulosamente essa região recorrendo a ajudas de diagnóstico como os raios X para investigar lesões ósseas ou articulares, ou ecografia para investigar problemas dos tecidos moles como músculos, tendões ou ligamentos. Depois de identificada a lesão o médico veterinário está então em condições de propor um tratamento adequado.

Assim sendo, investigação de uma claudicação pode ser simples e durar 5 minutos, como é o caso de um abscesso no casco, ou pode, contudo, durar várias horas, às vezes dias, em situações crônicas como, por exemplo, um grau ligeiro de doença degenerativa articular (DDA) do ombro.  Por isso, é necessário cumprir à risca as instruções do médico veterinário cujo objetivo é diagnosticar os problemas a fim de poder oferecer um tratamento, beneficiando o cavalo e satisfazendo o cavaleiro e treinador.

  Fonte: Equisport Adaptação: Escola do Cavalo          

Conheça o Curso de Diagnóstico de Claudicação em Equinos

Veja outras publicações da Escola do Cavalo: Garrotilho tem cura? Como cuidar do cavalo e economizar Aquece o mercado de cavalos e a predileção pela linhagem árabe                

Torquês para Casco Mustad de 14

Por: R$ 319,93

                 

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos para se destacar no mercado.

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos para se destacar no mercado
(Campos com * são obrigatórios)
Veja também

Conecte-se ao mundo equestre gratuitamente!



Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.
Sites relacionados
Revista Agropecuária Revista Veterinária Portal Suínos e Aves Tecnologia e Florestas
© 2019 Escola do Cavalo. Todos os Direitos Reservados.