A importância de hidratar os cavalos na estação seca do ano

Print Friendly Version of this pageImprimir Get a PDF version of this webpagePDF

A seca que causa problemas na agricultura também afeta a criação de equino, a baixa umidade relativa do ar, muito comum nesta época do ano é prejudicial para os animais e a hidratação se torna um importante recurso terapêutico utilizado na rotina clínica animal.

O médico veterinário Cláudio Medeiros explica que a desidratação geralmente acompanha a maior parte das doenças e síndromes que acometem os equinos, como, por exemplo, sudorese excessiva, diarreia, peritonite difusa, choques endotoxêmico e septicêmico, ectopias do intestino grosso, obstruções intestinais, íleo e cólicas.

O médico veterinário elenca algumas alternativas para manter os animais hidratados e sadios como: aumentar o número de banhos com água fresca; administrar soluções eletrolíticas estéreis por via intravenosa. “Este é o método padrão recomendado”, afirma Claudio, pois permite à infusão rápida do volume de reposição, ocasionando a expansão veloz do volume plasmático, seu uso é indispensável nos casos de desidratação intensa e de choque. Recomenda-se também após as cavalgadas o descanso na sombra ou na estribaria. Os criadores podem utilizar esponjas umedecidas em água e/ou hidratantes.

O aumento excessivo de banhos retira a oleosidade natural do corpo do equino, deixando-o desprotegido contra fatores externos, o bom senso é encontrar um meio termo para não somente assegurar o conforto térmico do animal, mas para manutenção do seu bom estado de saúde. No inverno, a necessidade diária é de apenas um banho, no máximo dois para tirada da sujeira do pelo do animal. E uma vez por semana, o animal recebe a solução por via intravenosa.

Manter os pelos escovados também ajuda a refrescar o animal. A escovação pode ser procedida diariamente, mas com a utilização de utensílios apropriados. Outro cuidado importante é o tratamento dos cascos do animal. O solo muito seco pode provocar rachaduras nas unhas. No período seco do ano, Medeiros aconselha os donos dos animais envolverem a coroa do casco com uma faixa úmida à base de loção. Porém, deve se evitar a passagem de loção na sola para que não fique muito macia e mais susceptível a contusões. Os hidratantes especiais também ajudam. Nesses casos, a solução deve ser passada na munheca e não no casco do equino. “O casco é impermeável, portanto, aplicado nele, o hidratante não causará nenhum efeito benéfico”, esclarece o veterinário.

Limpar e inspecionar regularmente as patas evita o problema. Os mais precavidos realizam a limpeza diariamente, sempre antes de montar. Indica-se o uso de um casqueador de bico para remover sujeira, pedras e detritos. A inspeção para evitar problemas futuros, como contusões, rachaduras, separação de parede e broca é importante. Isto fará com que se descubra um problema de casco precocemente, antes que o cavalo comece a mancar.

Em viagens com o animal o veterinário alerta para tomar cuidados antes de pegar a estrada, pois em média, os cavalos perdem de um a dois quilos por cada hora de viagem em tempo frio. Esses valores se agravam com o aumento da temperatura. As viagens longas acarretam verdadeiros riscos para a saúde do animal, tais como desidratação, cólicas e mesmo infecções nos pulmões (pleuropneumonia), sendo o preparo fundamental. Deve-se também proteger as partes mais vulneráveis do animal como as pernas e a nuca. Existe equipamento especial para viagens que protege a parte inferior das patas.

Ao término da viagem é importante observar o estado geral do cavalo e levá-lo ao veterinário para que observe os pulmões. O risco de ocorrer uma pleuropneumonia em viagens de longa distância é comum. Trata-se de uma infecção aguda do foro respiratório, que pode ser fatal. Se a vigem for longa, o cavalo pode demorar alguns dias para recuperar o peso perdido.

Fonte: Mercado de Cavalo

Adaptação: Escola do Cavalo

 

Curso de Primeiros Socorros em Equinos

Veja outras publicações da Escola do Cavalo:

Saiba como escolher a raça de cavalo ideal para você

Você sabe o que é Trypanosoma Evansi em equinos?

Surto de gripe equina no Distrito Federal

 

 


Veja Também

Comentários

Deixe seu comentário

Receba nossas novidades!

Digite seu e-mail:

Curta nossa página


Tire suas dúvidas Preencha os campos abaixo