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Expointer no RS teve como atração "Cavalo cigano"

 A 35ª edição da Expointer no Rio Grande do Sul, além das raças de bovinos, equinos e ovinos habituais, teve como atração algumas espécies exóticas, que participam pela primeira vez da feira do agronegócio em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Uma das espécies exóticas que mais chamaram atenção das pessoas que circularam pelo parque foi o Gypsy Horse, o cavalo cigano. A raça foi batizada em homenagem aos ciganos, responsáveis por sua introdução na Inglaterra. Segundo o criador Leandro Viana, existem apenas 11 cavalos dessa raça no Brasil, todos no rancho dele em Taiaçu, no interior paulista. Destes, quatro nasceram no país e os demais foram importados da França há pouco mais de um ano.

Os cavalos ciganos se destacaram pela rusticidade e pela beleza de suas longas crinas, além dos pelos abundantes nas patas. Considerados dóceis, eles são indicados para o uso em montaria, lazer ou adestramento circense, garante o criador.

Na Expointer, o Gipsy Horse não participou de nenhum concurso ou leilão. O objetivo dos criadores na feira era atrair atenção para a raça. "Sempre me disseram que a Expointer era uma ótima vitrine para divulgar nosso trabalho e resolvi trazê-los para cá", conta Leandro, que trouxe ao Rio Grande do Sul um macho e uma fêmea da raça.

Leandro Viana disse que para quem está interessado em ter cavalos ciganos em sua propriedade avisa que os únicos cuidados adicionais que eles exigem são estéticos, em função das crinas. Mas é bom preparar o bolso: um potro custa de R$ 35 a R$ 40 mil e um cavalo adulto, que por ser recente no Brasil ainda é preciso importar, sai por cerca de R$ 85 mil a R$ 140 mil.

Outra atração da feira ainda entre os equinos foi o cavalo da raça Bretão, que retornou à Expointer depois de 23 anos de ausência. O único exemplar da raça foi trazido de Passo Fundo pelo criador Gilmar Teixeira Lopes. Robusto e de grande porte, essa espécie é comumente usada como animal de tração e também em competições de atrelagem esportiva. "É um animal muito forte e muito resistente", diz Carlos Eduardo Lopes, o tratador.

 Fonte: G1

Adaptação: Escola do Cavalo

 

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