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A importância da rapidez do diagnóstico da Síndrome Cólica em Equinos

A definição para Síndrome Cólica em equino é complexa, mas de forma sucinta de acordo com o professor Armen Thomassian o termo síndrome reflete uma grande variedade de sintomas que caracterizam a doença; e cólica, a presença de dor abdominal.

Os hábitos alimentares dos equinos com as exigências da equinocultura moderna foram alterados. Devido à competitividade da criação os problemas intensificaram-se bastante. O aparelho digestivo do equino foi moldado para receber apenas alimentação de pasto, mas com as mudanças de seus hábitos alimentares, fez surgir algumas doenças relacionadas à alimentação. A detecção do problema é relativamente fácil de ser feita por sua sintomatologia dolorosa, mas a causa da cólica requer uma avaliação veterinária minuciosa, sendo a exatidão e rapidez do diagnóstico os principais fatores para salvar a vida do animal.

As cólicas podem ser divididas em cirúrgicas e não cirúrgicas. Os sinais da cólica tanto cirúrgica como não cirúrgica, apresentam-se basicamente como uma aflição do animal escavando o chão com constantes deitadas e levantadas podendo vir a rolar, olhar constante para o flanco (vazio), posição de micção, etc.

As cólicas não cirúrgicas são tratadas clinicamente, depois de feita a avaliação diagnóstica com os meios disponíveis. As mais comuns são: cólica por sobrecarga gástrica (excesso de ração); cólica gasosa (alimentação com material fermentativo); cólica por úlcera ou gastrite; cólica por excesso de peristaltismo (aumento do movimento intestinal por medicação, estresse, mudança de hábitos alimentares, etc.); cólica verminótica e cólica por enterite anterior.

O indicação de cirurgia para o tratamento das cólicas cirúrgicas é feita  após terminadas todas as possibilidades  de  procedimentos clínicos possíveis para a resolução do quadro e ter a indicação principalmente pela palpação transretal e pelo Ph do refluxo(retirado via sonda) de que há um processo obstrutivo além do estômago

As cirúrgicas podem ser indicadas nos casos de: torção intestinal;  intussuscepção (quando uma alça de intestino entra para dentro de outra);  encarceramento nefro-esplênico(quando uma alça de intestino coloca-se sobre o ligamento entre o rim ao baço);  impactação (ocorre um acúmulo de material ressecado dentro do intestino que não consegue transitar, podendo ser fezes ou não);  retroflexão (deslocamento de partes do intestino comprimindo outras alças); enterólitos ("pedras" formadas dentro do intestino) .

Atualmente a recuperação do animal operado é excelente e a porcentagem dos animais salvos é muito alta, graças às novas medicações e técnicas cirúrgicas.

O professor Armen Thomassian recomenda como prevenção para os casos da síndrome cólica não cirúrgica os procedimentos alimentares e higiênicos básicos para quem quer ter um animal em cocheira, como alimentação de boa qualidade, revisar para ver se o animal não esta ingerindo cama, vermifugação regular, cuidar para ver se a ração não está mofada, limpar os cochos da água regularmente e os de alimentação sempre após as refeições, fornecer pasto verde de boa qualidade e em grande quantidade.

Para evitar as cólicas cirúrgicas recomenda-se que tenha muito cuidado com cordões de material sintético dos sacos de ração, capas feitas de bolsa de ração, cordas de buçal as quais os animais possam por ventura estar ingerindo, pois estes materiais podem vir a serem agentes agregadores de minerais dentro do intestino e com isto potencializar a formação de enterólitos (pedras).

A presença de um Médico Veterinário assim que os primeiros sintomas se manifestarem, é muito importante, para que este possa diagnosticar a real causa da cólica e a partir daí estabelecer o tratamento mais adequado para o problema, pois quanto antes se fizer o diagnóstico e seu tratamento, maiores e melhores serão as chances de recuperação do animal.

Fonte: Agro Mundo

Adaptação: Escola do Cavalo

 

 

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Veja outras publicações da Escola do Cavalo: Saiba mais sobre a Ovulação de Éguas Você sabe o que é Trypanosoma Evansi em equinos? Claudicação equina: o que fazer para evitar?            

Clínica e Saúde

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