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Adenite equina: Enfermidade bacteriana contagiosa

Equinos de todas as idades podem desenvolver uma inflamação mucopurulenta do trato respiratório anterior, causada pelo Streptococcus equi subsp. equi, mas sua predominância é maior em animais mais jovens. A adenite equina é conhecida também pelo nome de garrotilho.  Garrotilho é uma enfermidade infecciosa aguda ou subaguda dos equídeos.

A doença distribui-se mundialmente, sendo responsável por significativas perdas econômicas, devido ao custo do tratamento e com gastos com medidas de controle e eventuais mortes que podem ocorrer. A importância militar do cavalo, bem como o seu papel no transporte, na agricultura e no lazer, despertaram o interesse dos pesquisadores no estudo e tratamento do garrotilho desde o início do século XIX.

O aumento de volume excessivo dos linfonodos, associado às lesões das mucosas, pode impedir a mastigação, a deglutição e a respiração, levando à dispneia e, com o agravamento do quadro, levar à morte do animal por asfixia. Leva a óbito em apenas 10% dos casos da doença, e a morte ocorre em consequência da disseminação dos abscessos ou púrpura hemorrágica, causada pelo acúmulo de anticorpos ligados à proteína M.

 A doença aparece normalmente em locais de agrupamento de animais, pois o germe é facilmente transmitido através de bebedouros e comedouros de uso comum, pois invade o organismo com os alimentos e água contaminados. Há animais resistentes portadores, que não apresentam sintomas da doença, mas a disseminam, dando origem a surtos inesperados. Os animais doentes precisam ser isolados. Esta bactéria possui um período de incubação de 3 a 14 dias. A infecção pode ocorrer o ano todo, mas os surtos são mais comuns no inverno e na primavera, pois a temperatura ambiente e a umidade aumentam a sobrevivência do vírus.

Ao fixar-se nas células epiteliais da mucosa nasal e oral, o agente do garrotilho causa a enfermidade invadindo as mucosas nasofaringes, levando a uma faringite aguda e rinite. Quando o organismo do hospedeiro não consegue impedir o processo inflamatório, o agente invade a mucosa e o tecido linfático faríngeo. Ao passo que a enfermidade evolui, há a formação de abscessos, em especial, nos linfonodos retrofaríngeos e submandibulares, causando uma obstrução local devido à compressão. Entre 7 a 14 dias após, fistulam, sendo drenados, liberando o pus repleto de bactérias, contaminando o ambiente.

O animal manifesta sinais clínicos típicos de um processo infeccioso generalizado; apresenta também uma secreção nasal serosa, que em seguida passa a ser mucopurulenta e, dentro de alguns dias passa a ser purulenta, tosse produtiva, dor à palpação da região mandibular, linfadenopatia, em especial, dos linfonodos submandibulares, extensão do pescoço devido à dor na região da laringe e faringe. Estes sintomas são clássicos do garrotilho, embora animais mais velhos possam não desenvolver abscessos em consequência de uma prévia infecção pela bactéria S. equi subsp. equi. A letalidade dessa doença é baixa, mas pode levar a óbito por complicações como:

  • Garrotilho bastardo: caracteriza-se pela disseminação dessa bactéria para outros linfonodos do organismo, dando origem a abscessos em qualquer região do corpo, mais frequentemente nos pulmões, no mesentério, no fígado, no baço, nos rins e no cérebro, sendo que se houver a ruptura, resulta em uma infecção generalizada e, consequentemente, leva a morte.
  • Púrpura hemorrágica: caracteriza-se por uma vasculite aguda imuno-mediada que ocorre, na maioria das vezes, em animais convalescentes do garrotilho, devido à precipitação de imunocomplexos nos capilares, que são formados por anticorpos e frações da bactéria, resultando em severo edema nos membros, cabeça e em outras regiões do corpo.
  • Empiema das bolsas guturais: pode ocorrer durante o curso clínico da doença ou no período de convalescência da adenite equina. A persistente infecção dessas bolsas pode levar à aspiração de pus e, às vezes, até à formação de condroides.
  • Pneumonia aspirativa.

O diagnóstico é geralmente realizado de acordo com os sinais clínicos e também pela demonstração do agente em esfregaços de exsudato nasal ou pus. A confirmação é feita pelo isolamento de S. equi subesp.equi a partir do material proveniente das lesões ou órgãos afetados, coletado com o auxílio de swab nasal e conservação sob refrigeração até o momento da análise. Pode ser realizada também a técnica de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR), que detecta do agente vivo ou morto. A técnica de ELISA também pode ser utilizada na busca de anticorpos contra a bactéria em questão.

O tratamento é indicado nos casos em que o animal apresenta sinais sistêmicos de infecção como febre, depressão e alterações no hemograma. O S. equi subesp. equi é sensível à penicilina, cloranfenicol, eritromicina, tetraciclina e lincomicina. Quando o animal apresenta abscessos, há a aplicação de substâncias revulsivas para facilitar sua maduração para depois serem pronunciados, como por exemplo, o iodo. Posteriormente deve ser feito um curativo no local. Animais em risco devem ser tratados anteriormente com penicilina, durante o período de exposição ao microrganismo. Em casos de complicações, deve ser feito um tratamento suporte, como fluidoterapia, medicamentos expectorantes e antimicrobianos em dosagens superiores das recomendadas normalmente.

 Fonte: Info Escola

Autor(a): Débora Carvalho Meldau

Adaptação: Escola do Cavalo

 

     

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