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Intoxicação por uréia em equinos

Intoxicação por uréia em equinos

Intoxicação por uréia em equinos, por que isso acontece?

A uréia é uma substância utilizada como fonte protéica de baixo custo na produção de rações e quando consumida exageradamente pode causar intoxicação nos animais, podendo levá-los à morte.Você já passou por uma situação de intoxicação e não soube o que fazer, ou até mesmo não sabia do que se tratava?

Os equinos podem sofrer diversos tipos de intoxicações e um pequeno descuido pode gerar sérias consequências à saúde do animal. Dessa forma, a capacitação do profissional faz toda diferença quando o assunto é qualidade de vida e bem estar.

Continue lendo esse artigo e saiba quais são os principais sinais, tratamentos e prevenção para a intoxicação por uréia.

Principais sinais da intoxicação por uréia em equinos

Geralmente os primeiros sinais começam a aparecer 30 minutos após o animal ter consumido a substância tóxica. Entre os sinais de intoxicação estão:  

  • Inquietação;

  • Cólicas;

  • Perda de apetite;

  • Salivação excessiva;

  • Dificuldade de deglutição;

  • Respiração acelerada;

  • Tremores;

  • Diarreia.

Tratamento

Ao se diagnosticar a intoxicação por uréia em equinos, deve-se retirá-lo imediatamente do ambiente onde aconteceu o problema. Se você observar no cavalo qualquer um dos sinais mencionados anteriormente, deve procurar um médico veterinário com urgência.

Então, o tratamento deve ser feito a base de medicamentos específicos, responsáveis por liberar as toxinas do organismo do cavalo e o medicamento deve ser aplicado de acordo com os sinais que forem observados. 

Prevenção

A prevenção é composta por técnicas de manejo alimentar, decisões agronômicas em relação ao pasto, como por exemplo, cortes mecânicos, utilização de herbicidas, higienização do ambiente e os cuidados diários com os animais. Afinal, é muito importante que se tenha cuidado com a quantidade de uréia a ser fornecida ao cavalo e que ela seja misturada a outros ingredientes, de forma bem homogênea, também é importante que os animais tenham acesso contínuo a água. 

A uréia também deve ser introduzida na dieta de forma gradativa, para uma boa adaptação do animal. Por isso, os equinos estabulados precisam do dobro de atenção, pois não fazem seleção dos alimentos, ingerindo-os apenas o alimento que lhes é fornecido.

Outros tipos de intoxicação 

Podemos destacar outros motivos desencadeadores de intoxicação mais comuns no dia a dia a campo, como: 

  • Alimentos estragados;

  • Agrotóxicos;

  • Animais peçonhentos, como cobra, escorpião;

  • Medicamentos em excesso ou errados, tendo como exemplo, o uso excessivo de vermífugos, sulfas e outros antibióticos;

  • Substâncias nutricionais em excesso;

  • Plantas venenosas, como por exemplo, acácia-negra, campainha, cardo, cavalinha, louro, algas, beladona,etc.

Essas intoxicações podem ocorrer por contato direto com a pele, olhos, mucosas ou mesmo a ingestão. Deve-se manter os animais longe de plantas, alimentos estragados e substâncias que possam causar a intoxicação.

Exemplos de alimentos tóxicos para equinos

Assim como as plantas, podemos também citar alguns exemplos de alimentos tóxicos que devem permanecer afastados do animal:

  • Tomateiro;

  • Batatas;

  • Pimentão;

  • Cebola;

  • Ameixas;

  • Açafrão;

  • Ervilhas.

Outros exemplos de alimentos é o brócolis e a couve-flor que não são vegetais tóxicos, mas podem causar gases e cólicas no aparelho digestivo do cavalo, provocando alterações intestinais. Enfim, as intoxicações de origem alimentar são uma grande preocupação hoje em dia e são muitas as substâncias que podem afetar negativamente a saúde do cavalo.Por isso, é importante obter o conhecimento específico nesse assunto e evitar que o animal tenha intoxicação.

E você, que gosta sempre de estar atualizado e em busca de conhecimento, aprenda de forma prática a avaliar os problemas com os cavalos, tomar decisões em situações emergenciais e reconhecer os principais sinais e sintomas de doenças: Primeiros Socorros com Equinos a Campo

Fonte: Perito animal, Equitação

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