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Perda gestacional em éguas: 8 principais fatores desse problema

perda gestacional em éguasA perda gestacional em éguas é um dos principais fatores relacionados à infertilidade, acarretando em vários prejuízos a pequenos e grandes produtores. Tanto problemas na gestação, quanto a incidência de perdas, estão relacionadas à saúde do trato reprodutivo materno.

Portanto, éguas destinadas à reprodução devem ter supervisão constante, e sempre que for diagnosticada alguma modificação que indique risco materno ou ao feto, o tratamento deve ser feito por um médico veterinário. 

Devido à importância e aos prejuízos econômicos significativos que as perdas gestacionais ocasionam aos criadores de equinos. É essencial a análise dos fatores de perda gestacional em éguas, para que se possa prevenir novas ocorrências e reduzir os prejuízos. Continue a leitura e conheça os 8 principais fatores de perda gestacional em éguas.

1- Endometrite 

A endometrite é uma afecção que pode ser considerada como uma das principais causas de subfertilidade e infertilidade equina. A doença é causada por uma resposta a materiais exógenos como sêmen, bactérias e outros debris celulares no interior do útero. A forma mais comum é de endometrite pós cobertura, que é uma inflamação uterina em resposta ao contato com o sêmen. 

As éguas podem ser classificadas como suscetíveis ou resistentes a endometrite, essa classificação é de acordo com a capacidade de resposta do seu sistema imune e sua capacidade uterina de eliminar a inflamação. Ela precisa eliminar o fluido inflamatório em até 96 horas, para que após a fertilização, o embrião possa encontrar um ambiente propício ao chegar ao lúmen uterino, para se desenvolver. 

Caso isso não aconteça, uma inflamação possibilita altas concentrações de prostaglandina, resultando em luteólise precoce, redução de progesterona e consequente perda gestacional. 

2- Fibrose periglandular e cistos uterinos 

A Fibrose periglandular e os cistos uterinos também são considerados fatores de grande importância na perda gestacional em éguas, acometendo principalmente éguas idosas. As células estromais secretam componentes de matriz extracelular e fibronectina, favorecendo o depósito desse material. Geralmente a fibrose é consequência da falha de fixação do concepto. 

Já os cistos uterinos podem ser classificados em cistos endometriais e linfáticos. Os endometriais são menores e se localizam em diferentes regiões uterinas. Já os linfáticos são maiores e possuem poucas localizações. 

Essa alteração torna-se prejudicial à gestação quando ocorre um aumento no seu tamanho e quantidade. Com isso, interfere na movimentação do embrião e na fixação da vesícula, algumas vezes podendo afetar a placentação. 

3- Cobertura no cio do potro

As éguas possuem uma rápida involução uterina, após o parto, isso faz com que aconteça um retorno à condição pré parto, permitindo a ocorrência de manifestações rápidas de cios férteis.

Dessa forma, o cio do potro é considerado o primeiro cio após a parição e ocorre cerca de 7 dias pós-parto ou perto de 18 dias após o parto.  

4- Estresse 

O estresse materno é apontado como um fator que contribui para a incidência de perda gestacional em éguas, ocorrendo uma redução nas concentrações de progesterona, resultado do excesso de cortisol. 

Portanto, expor os animais a fatores que geram o estresse fisiológico, pode causar perda gestacional. Como por exemplo, a inserção da égua em um novo rebanho.  

5- Nutrição 

O estado nutricional está diretamente ligado a respostas fisiológicas adequadas. Quando a nutrição é ruim, uma das respostas do organismo é parar a reprodução. 

A má nutrição pode prejudicar o desenvolvimento folicular, a qualidade do oócito, a atividade secretora e a motilidade do oviduto, onde ocorre a fertilização, afetando os primeiros estágios do concepto. 

6- Herpesvírus equino tipo I 

O herpesvírus equino tipo 1 (HEV-1) é caracterizado como a razão mais importante do aborto equino de natureza infecciosa. O HEV-1 é um vírus envelopado pertencente à subfamília Alphaherpesvirinae e o classificado como tipo 1 é o principal responsável pelo aborto equino. Normalmente, os animais acometidos pelo vírus, apresentam perda gestacional em éguas no terço final da gestação.

Em geral, a perda ocorre de forma rápida, sem sinais alarmantes e no exame clínico não são vistas alterações. As origens de transmissão viral são a via respiratória, fetos abortados e fluidos fetais descartados em locais inadequados. 

7- Leptospirose 

A leptospirose é um tipo de  zoonose bacteriana que acontece devido o contato da pele e mucosas com urina, fluidos placentários, alimentos contaminados, e também pode ser disseminada pelo sêmen e por via transplacentária. O principal vetor dessa doença são os roedores e a sazonalidade da doença está ligada a épocas chuvosas e de alagamento.

A infecção geralmente é subclínica e os abortos acontecem no terço final da gestação, sendo transmitidas através placenta. Quando não ocorre a perda gestacional em éguas, provavelmente os fetos podem nascer fracos e prematuros e ainda ser fonte de contaminação para o homem e outros animais. 

8- Placentites

A placentite é um dos principais problemas que comprometem a gestação equina, sendo uma inflamação de origem infecciosa, podendo acometer âmnio e o cordão umbilical.

 A contaminação no trato genital das éguas é causada de modo geral, devido ao fechamento insuficiente da vulva e vestíbulo relacionados a deficiência de conformação perineal. 

Consequentemente, a via ascendente (cervical) é a forma mais comum de infecções. Além de aumentar os casos de abortos, essa enfermidade eleva as chances de  partos prematuros com nascimento de potros inviáveis e letárgicos. 

Pode também resultar na produção de prostaglandinas que atuam na estimulação da contração do miométrio levanto a expulsão fetal. Os sinais clínicos mais comuns são:

  • Aumento precoce das mamas;

  • Gotejamento de leite descolamento de placenta;

  • Prurido perineal;

  • Desconforto abdominal; 

  • Secreção vaginal; 

  • Relaxamento da cérvix. 

São muitos fatores que levam à égua a interromper a gestação, por isso, é extremamente importante o monitoramento dos animais gestantes. Possibilitando o diagnóstico precoce das modificações e decisão de intervenção quando necessário.

 A ultrassonografia é o exame complementar de maior valia no diagnóstico de perda gestacional precoce. O exame ginecológico por meio da palpação transretal é o exame mais indicado para detecção de perda gestacional tardia. 

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Fonte: Blog do Mundo Veterinário

 

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