Tratamento de cólica equina: conheça as indicações

O tratamento de cólica equina abrange desde o atendimento com veterinário até o reconhecimento dos sinais pelos profissionais encarregado pelo animal. O procedimento tem início na observação dos sinais da doença e execução de manobras de prevenção, tais como manter o animal em movimento, para que o quadro não piore até a chegada do veterinário. Muitas vezes o processo de atendimento pode levar um tempo e, diante do perigo da cólica em cavalos, é importante que todos saibam como agir.

Ter isso em mente é importante pois um dos maiores motivos de atendimentos clínicos realizados em equinos está relacionado às doenças e distúrbios do aparelho digestivo, sendo a cólica equina uma das principais causas. Há estudos que apontam que cerca de 20% das mortes de potros estão relacionadas com esse problema.

Geralmente os sintomas consistem em dores, mudança de comportamento do animal, que passa a se contorcer com frequência, além de deitar e se levantar continuamente, cavar buracos, e apresentar muito suor mesmo parado.

Diante do problema grave que representa, neste artigo você vai conhecer mais sobre o tratamento de cólica equina, com pontos mostrando o que deve ser feito até que o veterinário chegue ao local. Confira!

Mas antes, o que é a cólica equina?

Para conhecer e entender a importância dos passos no tratamento da cólica equina é preciso, antes, entender o que é a cólica equina. Esse termo se refere a dores abdominais, geralmente causadas por problemas digestivos do cavalo, podendo ser conhecida também como abdômen agudo. Existem diversos tipos de cólica, com graus de gravidade diferentes entre si, e nesses casos o tratamento pode divergir. 

Um dos motivos dessa variação é que os fatores que provocam as cólicas em equinos podem ser variados, e animais de todas as raças, idade e sexo estão sujeitos ao problema. Assim, as causas vão desde erros de manejo alimentar, ingestão de medicamentos contínuos, estresse, presença de microrganismos, ingestão de terra ou outra substância nociva. Por isso, agradação da cólica e o tipo podem variar. Contudo, normalmente, o surgimento dessa enfermidade está ligado a erros cometidos na alimentação do animal.

Além de variação nas causas, existe, também, a variação do problema que ocasiona a cólica equina. Dessa forma, saber quais os diferentes anomalias digestivas e lesões que podem ocasionar a cólica influenciam no seu reconhecimento e, portanto, no tratamento. Assim, os principais tipos de cólica equina são:

  • Colite: definida por uma inflamação no intestino grosso do animal;

  • Cólica por parasitas: neste caso, os animais podem sofrer com as cólicas devido à obstruções causadas por excesso de parasitas no sistema digestivo;

  • Cólica por deslocamento ou torção gástrica: esses casos costumam ser graves, uma vez que o intestino do animal pode ser deslocar para uma posição anormal, podendo chegar à torção;

  • Cólica por gases: esse tipo de dor abdominal é causada por um estiramento no intestino grosso do animal;

  • Cólica espasmódica: esses casos ocorrem quando o animal sofre com contrações intestinais aumentadas, contrações peristálticas alteradas ou alterações no intervalo gastrointestinal do cavalo. 

Assim, se somarmos os diversos fatores e tipos de cólica à fisiologia e histórico de saúde do animal, é possível especificar melhor seu quadro e sua gravidade. Dessa forma, o tratamento da cólica equina depende dessa combinação. Confira o tópico à seguir para entender mais sobre quais as indicações nesses momentos.

Indicações para o tratamento de cólica equina

Antes de pensarmos no tratamento da cólica equina em si, é preciso listar os principais sinais da doença. Isso porque, de certa forma, a primeira indicação é a observação do animal. Reconhecer comportamentos comuns e anormais, facilitam na identificação de sinais de diversas enfermidade num momento inicial. Isso evita situações mais graves, já que a medicação e a intervenção veterinária podem acontecer mais cedo. 

Dessa forma, os sinais a serem observados são:

  • Ansiedade ou depressão;

  • Ato de deitar-se com frequência;

  • Falta de defecação;

  • Animal rolando no chão;

  • Falta de apetite;

  • Suor excessivo

  • Pulsação anormal;

  • Falta de ruídos intestinais normais;

  • Tentativas frequentes de urinar.

Diante disso, quando o responsável reconhece um ou mais desses sinais, é preciso iniciar o processo para o tratamento do animal. O primeiro passo é, sem dúvidas, buscar um veterinário de equinos para que este venha até o local ou oriente sobre o transporte do animal para que este seja atendido. 

Em alguns casos, a distância da propriedade é longa e impeditiva, ou a região onde esta se encontra não possui um veterinário capacitado para esse tratamento nas proximidades. Infelizmente, esse cenário é recorrente e pode levar ao óbito do animal, seja por dosagem errada de remédios, aplicação incorreta ou até mesmo diagnóstico incorreto por parte do responsável. Assim, acionar o profissional de sua confiança garante um diagnóstico preciso e que o animal seja medicado de forma correta. 

Dependendo do tipo identificado, o tratamento de cólica equina pode ser feito com uso de analgésicos, para controlar a dor, aplicação de fluidos intravenosos, dependendo do nível de desidratação do animal, além de usos de óleo mineral ou laxantes para casos de obstrução do sistema digestivo. Em alguns casos, a cirurgia é recomendada para que possa se restabelecer a saúde do cavalo. É sempre bom lembrar que a administração de medicamentos ou qualquer procedimento cirúrgico deve ser executada por um veterinário.

Contudo, até que o veterinário chegue ao animal, existem alguns pontos que podem ser realizados pelos responsáveis e que podem aliviar e muito as condições do animal. As indicações são:

  • Caso o animal esteja deitado, busque levantá-lo e caminhe com ele devagar para que ele se mantenha de pé e em movimento. Isso evita uma piora no quadro do animal;

  • Identificado os sinais, tirar toda a água e comida do acesso do animal. Como vimos, muitos tipos de cólica envolvem a obstrução do sistema digestivo e caso o cavalo consuma mais alimento isso pode agravar ainda mais seu quadro atual;

  • Manter o animal tranquilo. Nesses casos é comum que responsável e animal estejam estressados e apresentem comportamentos ansiosos, porém, buscar manter a calma e acalmar o animal é essencial já que quadros de estresse podem agravar a cólica equina.

Dois pontos são muito importantes para esses casos, o primeiro é sempre conversar com o veterinário durante o acompanhamento dos animais da propriedade sobre o que fazer em casos como o de cólica equina. Isso garante que, mesmo que seja difícil acionar o médico, os responsáveis estejam orientados sobre o que fazer até que o animal seja atendido. 

O segundo ponto, esse para os veterinários, principalmente os de cidades interioranas, é que o atendimento de cavalos ainda é uma área muito deficiente na medicina veterinária. Muitos proprietários têm animais de trabalho e tem dificuldade de encontrar um profissional que esteja capacitado para atender os animais de sua propriedade. 

Assim, profissionais capacitados na identificação e tratamento de cólica equina são fundamentais, principalmente, em cidades onde há um alto número de pequenas propriedades e um baixo número de veterinários. 

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Fonte: SHOP Veterinário e Agroline

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