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Palpação retal em equinos: saiba mais sobre esse pilar da reprodução equina

Palpação retal em equinos saiba mais sobre esse pilar da reprodução equinaDentro da reprodução equina, existem algumas técnicas rotineiras que são básicas para os profissionais. Elas são a base do dia de trabalho de quem atua nesse segmento da equinocultura. Entre essas, está a palpação retal em equinos.

Também conhecida como palpação transretal, essa prática é um dos exames mais básicos da rotina do profissional que atua com reprodução. É um exame simples em que  o veterinário introduz, através do reto, a mão e o braço no animal. Como o nome palpação retal sugere, nesse exame a ideia é apalpar os órgãos e estruturas relacionadas ao aparelho reprodutor dos equinos.

O objetivo do exame é realizar uma análise, através do tato, das estruturas reprodutivas do animal e de alguns órgãos adjacentes como intestino, rins e bexiga. Assim,  percebemos que para o profissional executar de forma correta a palpação retal em equinos, é necessário um bom conhecimento da anatomia do animal.

Como o exame envolve grande proximidade entre médico e animal, algumas estruturas são necessárias para que a palpação retal seja realizada. Entre elas estão:

  • Troncos de contenção;

  • Piso áspero e não escorregadio;

  • Estruturas sem pontas expostas  que possam machucar os animais

Esses são procedimentos de segurança que preservam tanto o animal quanto o veterinário responsável. Desse modo, mesmo que o animal fique irritado ou desconfortável durante a realização do exame, ele e o médico estão seguros.

O que é a palpação retal em equinos?

O exame de palpação retal em equinos, como mencionamos, acontece quando o médico veterinário introduz o braço na ampola retal do animal, com objetivo de reconhecer as estruturas internas pelo tato. Assim, o exame acontece com o médico, literalmente, apalpando os órgãos da fêmea, identificando e analisando as características do trato reprodutivo das éguas. 

A palpação segue alguns procedimentos específicos, de acordo com cada objetivo de diagnóstico. Apesar disso, o caminho normalmente seguido pelo veterinário é o seguinte:

  1. Útero, encontrado na posição transversal;

  2. Ovários;

  3. Cornos uterinos;

  4. Tubas uterinas;

  5. Cérvix.

Além disso, a abrangência da palpação retal permite seu uso para o exame além do sistema reprodutor. É costumeiro que veterinários usem da palpação retal para fazer a avaliação de outras estruturas acessíveis por essa região. Alguns exemplos são a avaliação de parte do intestino, rins e bexigas das éguas. 

Vale sempre lembrar que, para a realização do exame em segurança, as éguas devem estar contidas em troncos próprios para a palpação retal em equinos. Além disso, cuidados como esvaziar completamente a ampola retal da égua, usar luvas e gel lubrificante à base de água, garante um exame mais seguro para animal e veterinário.

Principal papel da palpação retal em equinos

Como já citamos, a palpação retal em equinos desempenha um papel fundamental no manejo reprodutivo desses animais. No geral, ela é utilizada em atendimentos clínicos, bem como na avaliação do trato genital e diagnóstico gestacional. Seu papel no manejo reprodutivo é tão intrínseco que a palpação retal em equinos é utilizada para o acompanhamento das fêmeas em diversas rotinas reprodutivas. Da monta natural à transferência de embriões, seu uso é frequente por parte dos médicos veterinários.

Além disso, quando realizado da forma correta, o médico consegue palpar diversos órgãos internos, alguns já citados anteriormente. Desse modo, o principal uso da palpação retal em equinos se dá no diagnóstico gestacional das éguas em até 45 dias depois da fecundação. Pois, com a realização do exame é possível entender a situação interna do animal e predizer o estágio de desenvolvimento do feto.

Contudo, este exame não permite, nem mesmo ao veterinário mais experiente, a percepção de mais detalhes sobre a situação de prenhez. Uma vez que é um exame tátil e não visual, algumas estruturas podem não estar muito definidas, o que dificulta alguns pontos desse diagnóstico. Assim, a palpação retal em equinos tem sido usada em combinação com outra biotécnica muito importante: a ultrassonografia veterinária.

Palpação retal e a ultrassonografia na reprodução equina

A ultrassonografia transretal é uma biotécnica desenvolvida para auxiliar a palpação retal em equinos. Com ela o veterinário é capaz de visualizar estruturas internas como o útero, os ovários e o cérvix. Assim, a ultrassonografia já está amplamente difundida e é tida como fundamental na reprodução equina. Isso porque, entre outras coisas, seu uso permite o diagnóstico precoce da gestação, além de ser possível determinar causas de infertilidade na égua.

Grande parte do tempo da rotina do profissional de reprodução equina é ocupada com o controle folicular e acompanhamento do útero das éguas. Assim, tanto num programa de gestações de matrizes, quanto num de transferência de embriões, a palpação retal em equinos e a ultrassonografia são fundamentais para que o sucesso esperado seja alcançado. 

Por isso, a ultrassonografia, além de possibilitar a visualização das estruturas, tem diversos benefícios sobre a palpação retal isolada. Quando aplicada ao trato reprodutivo das éguas permite, de forma direta, detectar alterações morfológicas e anatômicas, normais ou patológicas, dos tecidos moles ou órgãos explorados, associadas a eventos fisiológicos.

Porém, para um exame bem realizado, o conhecimento das particularidades é fundamental. Assim, entender alguns sistemas de ultrassonografia e as propriedades dos órgãos e tecidos a serem examinados é pré-requisito para quem quer trabalhar na área..

Isso porque, antes de se iniciar o exame ultrassonográfico, é necessária a realização da palpação retal em equinos. Assim é possível reconhecer os órgãos, com a finalidade da localização e orientação espaciais iniciais. Em seguida, o transdutor é introduzido no reto e movimentado de um lado a outro, sobre a genitália interna (ovários e útero), produzindo imagens longitudinais do corpo do útero ou cortes transversais dos cornos uterinos.

Enfim, vimos como a palpação retal em equinos, apesar de básica, ainda é um pilar para novas biotécnicas. Sem ela, o exame ultrassonográfico realizado seria muito mais complicado, o que toma tempo e dificulta o manejo reprodutivo desses animais. Por fim, é sempre importante ter em mente a necessidade do conhecimento para a execução desse tipo de trabalho. Afinal de contas, na reprodução equina, a qualidade dos animais gerados é fundamental para o sucesso de criadores e veterinários.

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Fontes: Shop Veterinário, CPT Cursos Presenciais, Archives of Veterinary Science - UFPR, Revista Brasileira de Zootecnia e Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science


 

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