Conheça algumas técnicas para melhorar o manejo reprodutivo em éguas

A taxa de concepção das reprodutoras é o foco principal quando se trata de reprodução. Faz-se a temporada de monta e seu resultado acontece no ano seguinte, ao nascer o potro, sinal de real aproveitamento reprodutivo. O que vai determinar o sucesso é o manejo adequado.

Tipo de alimentação da égua, seu estado geral, a idade, a condição reprodutiva (se vazia, virgem ou parida) tudo isto são fatores que, diretamente, influenciam e determinam a eficiência reprodutiva. A presença de infecções pode ser muito prejudicial nessa fase.

O ideal é que as éguas virgens cheguem ao haras três meses antes da temporada de monta para que possam se adaptar e não sofrer nenhuma perda de estado corporal.

Os lotes deverão ser formados de forma heterogênea, misturando-se as virgens com as vazias. Deve ser fornecido um teor de Proteína Bruta, de, no máximo,12%, 1,2% de Cálcio e mínimo de 0,5% de Fósforo.

Dois meses após a estação de monta, as éguas vazias deverão ser examinadas ginecologicamente. É muito importante manter em dia, dentro da rotina do próprio haras, a vacinação e a vermifugação. Deve-se imunizar os animais contra a Rinopneumonite e Leptospirose, principalmente.

O aparelho reprodutivo das éguas deverá estar em perfeito estado, e essa avaliação poderá ser realizada através de uma ultrassonografia, citologia, exame bacterioscópico e biópsia. Isso poderá detectar infecções ou alterações crônicas no útero.

Normalmente, as mortes embrionárias, cerca de 30%, são causadas pela pneumovagina (entrada de ar pela vagina), fenômeno que poderá levar esse órgão à contaminação, o que pode ser corrigido cirurgicamente.

O ciclo de reprodução desses animais pode ser afetado pela sazonalidade, isto é, pela influência da mudança nas estações do ano. Por exemplo, se a luz diminui, nas estações frias, o ciclo torna-se irregular, ou, até mesmo, ausente.

Utilizam-se programas de luz para estimular o ciclo nas éguas. Como regra, ocorre a primeira ovulação de 60 a 90 dias após o início da luz artificial. Este programa deverá complementar 18 horas de luz diárias, necessárias para que as éguas ciclem no período desejado.

O uso de hormônios, como a progesterona, também é um recurso a ser utilizado, numa fase denominada de transição, onde os cios se tornam longos. Esse procedimento pode encurtar os cios, estimulando a ovulação.

A profilaxia é a melhor atitude a ser tomada em relação ao manejo reprodutivo nos equinos. Um programa de vacinação correto de um plantel evitará surtos infecciosos e consequentes abortos, o uso de imunoestimulantes uterinos pode evitar, não só endometrites inconvenientes, como também algumas placentites e a manutenção do feto no interior do útero, garantindo uma prenhez saudável e sem atropelos.

 Fonte: Artigos Veterinários

Adaptação: Escola do Cavalo

 

 

 

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